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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

MODS, TRUQUES, ESQUEMAS ELÉTRICOS - SILENCIO TOTAL DOS CHINESES









Buenas!

Depois da grande febre dos transceptores tipo Exportação Made in China que inundaram o mundo, com seus recursos inovadores - outros nem tanto - surgiu uma espécie de pacto de silencio vinda do país de origem desses equipamentos. não há mais qualquer divulgação sobre modificações, Mods de melhorias e coisas afins, para o deleite daqueles que desejam impor um desempenho extra em seus rádios, ou simplesmente acessar recursos que não deveriam estar disponíveis aos usuários finais.


Explica-se: uma parte desse fenômeno se deve ao fato de que a China está não somente lançando produtos, mas também avaliando as necessidades do consumidor. Muitas das queixas que são publicadas através da Internet, seja através de postagens, seja através de videos, fóruns de discussão, redes sociais servem de termômetro com relação ao índice de satisfação ou de críticas, com relação a baixa qualidade, a ausência de recursos funcionais que, de certa forma, faria a diferença na escolha deste ou aquele equipamento, enfim... Tal fenômeno não é novidade, uma vez que o próprio Japão já havia passado por esse episódio em sua ascensão industrial eletrônica, a partir da segunda metade do século passado.

É fato que tais informações deveriam ter uma divulgação para aqueles que se dedicam ao segmento técnico, afinal, para quem cresceu dentro da Eletrõnica, onde já se viu não ter disponível para consulta, um diagrama elétrico de um determinado equipamento, para avaliação de um provável defeito físico? Discretamente, alguns fabricantes disponibilizam o material para consulta, enquanto outros, solicitam de procedimentos burocráticos para tanto, ou simplesmente, não disponibilizam,  deixando um profissional/usuário sem o devido suporte, e alimentando ainda mais o sub-comercio da canibalização, quando ainda existe esse recurso. 

Não acredito que seja um boicote direcionado a um determinado local ou país, mas de certa forma, um compreensível protecionismo diante da possibilidade de clonagens e/ou pirataria barata (ironicamente, a China é uma referencia nesse segmento). Mas, se decerto for isso, estaremos em breve alcançando mais um ranking de acumulo de lixo eletrônico, não somente por conta de aparelhos defeituosos, mas também pela escassez de componentes de reposição. É nessas horas, que muitos usuários acabam se arrependendo, e notadamente se voltam às origens, adotando novamente o uso de equipamentos de empresas conceituadas do ramo, justamente por oferecem o suporte adequado.

Por outro lado, é compreensível que exista esse sigilo, uma vez que ele acaba, finalmente, sendo comercializado de forma informal por aqueles que detêm as informações ou o material de disponibilização, como vem ocorrendo atualmente. Mais uma forma de gerar renda, ou esperar que aquele funcionário revoltado vaze informações e especificações importantes.

Diante disso, não esperem em um curto espaço de tempo que as soluções de problemas decorrentes de falta de informação sejam solucionadas a tempo, pois parte de um bom-senso em comum.

A dica? Efetue um bom Feedback com o representante comercial da empresa, e demonstre que possui necessidade inprescindivel de ter o seu problema com o equipamento da marca, solucionado. De nada adianta reclamar e divulgar sua insatisfação através da Internet, pois perante a empresa, uma única pessoa insatisfeita não reflete negativamente na imagem dela.

73 a todos!

domingo, 25 de outubro de 2015

VAI LEVAR SEU EQUIPAMENTO PARA REPAROS? PRESTE MUITA ATENÇÃO






Buenas!


É fato que, ao longo dos anos, os transceptores e equipamentos para Radiocomunicação vão se desgastando com o uso, com as condições de operação, o local onde é instalado e outros fatores, que acarretam na perda de suas características, no ato de sua aquisição. 

Tal acontecimento é normal, uma vez que não existem equipamentos que serão "rochas eternas" de funcionalidade, ao passo que um componente ou outro, estará com sua vida útil chegando ao fim, e por conseguinte, apresentará falhas, que podem ocasionar ineficácia em algumas funções, assim como a total inoperância do conjunto.


Diante disso, é imprescindível que o equipamento seja conduzido a um técnico especializado, para que os problemas sejam verificados, e portanto, uma medida de reparação seja efetuada, para o retorno do bom funcionamento do conjunto.

Quanto mais antigo for o equipamento, menores são as possibilidades de encontrar peças de Reposição no Brasil.
A solução é buscar em lojinhas de Encontros de Radiamadores e Faixa do Cidadão, ou até fora do país.


Mas aí, podemos nos deparar com alguns fatores fundamentais na condução do rádio para o conserto... Onde levar, e em quem levar? Essa pergunta vagueia em inúmeras rodadas, redes sociais, enfim, justamente em busca de mão de obra competente e eficaz, para sanar as dores de cabeça que assolam uma parcela de operadores, que por muitas vezes, devido à falta de tempo e conhecimento técnico, não podem efetuar, por conta própria, o devido reparo. NOTA: Para os neófitos que nos acompanham, nos primórdios do Radioamadorismo, eram os operadores quem construíam seus equipamentos, a muito custo, com muito estudo, cálculos e confecção de componentes, e tais procedimentos tomavam horas de testes, experimentos e conclusões. Isso numa época, pelo menos aqui no Brasil, onde a aquisição de componentes era difícil, e tão ao caso se obtinha através de doações de amigos, canibalização de outros equipamentos eletrônicos, ou a simples adaptação por equivalência. O que nos resta hoje disso tudo, são pequenos projetos, que perduram na usabilidade, diante dos modernos transceptores que resumiram muitos Radioamadores, a apertadores de botões e ajustados de mesas de áudio.

Com as facilidades da Inclusão Digital, é possível, em pouco tempo, obter resultados no "oráculo" (Google) sobre técnicos e assistências técnicas especializadas no segmento, algumas com renome inoxidável, outras com pouca divulgação, além dos Técnicos independentes, que efetuam serviços de forma artesanal, porém com minucia profissional. Porém, no meio desse segmento, encontraremos aventureiros na arte da eletrotecnia de radiocomunicação, com receitas "milagrosas", um Marketing sedutor que, apenas estão no segmento para ludibriar e fazer com que o cliente veja "apenas aquilo o que deseja", com videos editados, mostrando medidores e instrumentos provavelmente adulterados, demonstrando índices que na realidade, ao se colocar o transceptor em funcionamento na estação, percebe-se que não condiz com a realidade.



Da mesma forma em que a tal Inclusão digital nos induz a esses espertalhões, ela nos alerta com a mesma velocidade diante de inúmeras reclamações, que faz com que esses falsos profissionais, muitas vezes com noções, mas sem um preparo técnico comprovado, sejam descobertos em suas farsas e simplesmente, não recomendados como referência. Recentemente acompanhamos alguns episódios a respeito, mas mesmo assim, a propaganda vinculada em meios digitais ainda tendem a seduzir os desavisados, que se baseiam pela quantidade, e não pela qualidade.

De fato, existem os profissionais que são bastante sinceros com a realidade que assola  atualmente esse mercado: a dificuldade em ser obter componentes para a reposição/reparo. Devido a essa escassez, muitos técnicos deixam de efetuar reparos, informando ao cliente a impossibilidade de conserto, não pelo fato de não saberem por onde começar, e sim pelo fato que não terem os componentes originais disponíveis no mercado de reposição. Diante desse dilema, alguns técnicos são obrigados a apelarem para o procedimento de adaptação paliativa, onde se utiliza de componentes/peças equivalentes, ou na confecção de peças de forma artesanal, porém, com resultados que beiram à funcionalidade original, mas que podem destoar das características originais. O resultado disso, são os equipamentos de muitas vezes, apesar do seu funcionamento normal, podem não agradar no caso de uma comercialização informal, justamente por causa de referência.


Abaixo, fica uma dica para aqueles que irão conduzir seus equipamentos para reparo, para que tenham ciência de nossa realidade x a capacitação de que irá efetuar o devido reparo:


  • Verifique se a empresa que produziu seu equipamento ainda está em atividade. Se trata de um equipamento com menos de dez anos de uso, é bem provável que ainda exista componentes de reposição. Uma consulta rápida no site RigPix.com. , que possui um acervo de transceptores e acessórios, com informação de fabricação e características, pode ajudar nessa dúvida.
  • Verifique em fóruns de discussão, se existe algum problema crônico no seu equipamento. muitas vezes, pode-se existir esse problema - mesmo que não tenha sido apresentado em seu rádio - o que pode ser necessária, uma revisão preventiva.
  • Verifique se o local/pessoa a quem irá conduzir seu equipamento, tem tradição no ramo, se tem um índice de reputação positiva diante de outros colegas, se possui certificação em algum instituto/órgão que tenha emitido o mesmo - e se o instituto existe mesmo, pois existem larápios que, com um pouquinho de conhecimento em Informática, podem confeccionar um Diploma/Certificação, imprimir e colocar em uma moldura, ou simplesmente compra um em um pulgueiro qualquer. De igual sorte, muitos tem certificação no CREA e cursos de especialização e certificados, isso também é muito importante.
  • Verifique que a empresa/técnico, possuem instrumentação profissional para uso - infelizmente, nem todo o instrumento possui selo de inspeção do INMETRO, o que pode deixar em aberto, a possibilidade de adulteração de medidores de parâmetros, por exemplo.
  • Verifique que a empresa/técnico, possui empresa registrada, e se emite Nota fiscal de Serviços. Um técnico que não emite Nota Fiscal, não tem compromisso com a Receita, e portanto, não vai ter compromisso em lhe entregar um serviço de qualidade. entretanto, é uma via de duas mãos: nem todo mundo possui condições de ter sua condição de Micro-Empresa, diante dos impostos que temos por aqui, regularizada, isso é fato... Porém, alguns "profissionais", com sua arte de "argumentação", tentam justificar valores surreais em seus serviços, que se resumem a um juntado de fios, ferrites e diodos (que acredito que quando compram esses componentes, pagam impostos, não é mesmo?)  e sua 'especialização, a preços equivalentes a serviços efetuados em empresas com Loja Aberta. Vejo profissionais liberais do segmento que usam da coerência e do Bom-senso, mas alguns que, realmente... 
  • Um profissional do segmento, na maioria dos casos, faz-se conhecido através da propaganda "boca a boca", onde um passa a dica para o outro, as referências e a sua satisfação. Atualmente, tem-se proliferado uma tendência de videos de reparos, onde se mostram resultados que desafiam as Leis da Física - e as faculdades mentais também. Nada contra, o problema é que essas "produções cinematográficas", com cortes, edições, são feitas em ambiente sombrio, escuro, que custa-se a acreditar que realmente, algum serviço de qualidade tenha sido mesmo efetuado. A não ser que os "profissionais" de hoje, usam lentes infra-vermelhas, por conta do alto custo da energia elétrica, hi, hi...
  • Desconfie de "receitas milagrosas".... Seu transceptor foi concebido para operar dentro das especificações divulgadas pelo fabricante, dentro da normalidade. Os limites são o nível mais crítico de operação dentro das tolerâncias, e ultrapassando esses limites, a tendência é de você ter um desempenho a médio prazo. Melhorias de potência, adquira um bom Amplificador Linear, um bom áudio, um microfone Preamplificado. Desde que você use dentro das suas autorizações, lógico. caso contrário, suas visitas a uma Assistência Técnica serão frequentes, e tão logo, descobrirá que aquele "profissional" de reputação questionável estava com a desonesta intenção de lhe tirar mais dinheiro, diante de sua falta de informação.
  • Uma prática muito comum, entre os "profissionais desonestos", é condenar um determinado modelo de transceptor, que não possui qualquer referencia no mercado. isso acontece,principalmente, com alguns transceptores chineses tipo Exportação (aqueles que fazem as bandas de 12-11-10 metros), que não possuem um Empresa Física, Website ou informações de descrição técnica disponíveis na Internet, por exemplo. Muito vendidos aqui no Brasil, misteriosamente possuem problemas na sua produção (o que eu não duvido). Mas mesmo assim, o "profissional" é capaz de, somente com sua "faculdade mediúnica filosófica", sem ao menos ter inspecionado o equipamento (o simples fato de se abrir o rádio, e usar instrumentos específicos), informar que a recepção deve ser retrabalhada, o "VXO" (hein?) reajustado, e coisas do tipo. O usuário final, na sua inocência, vai acreditar, tamanha é a lábia aplicada.
  • Tenha em mente que o hobby é oneroso, diante do preço dos equipamentos. Nem todo o procedimento barato é bom, assim como nem todo o procedimento bom é barato. Zele por seu equipamento, pois depois do seu veículo de passeio, ele é sua "terceira família", dependendo do que tem em mãos.

Espero que as informações tenham grande valia a todos. E não esperem por "milagres", e sim, por resultados e satisfação.

73 a todos!




terça-feira, 22 de setembro de 2015

NOTÍCIAS DO OUTRO LADO DO MUNDO - ANYTONE ARES



Buenas!

Recentemente, a Qixiang lançou no mercado mais um transceptor para uso da banda de 10 Metros, o qual é denominado Anytone Ares, que lembra muito os antigos Connex 3300.

O transceptor vem com a configuração de range de frequência de 28 a 29.5 MHz, CTCSS Opcional, conexão para programação frontar, AM/FM e recursos de eco.

Sua Mainboard se assemelha aos layouts de outros modelos da marca, como o AT-5555N e o AT-6666.

Mas o que mais chama a atenção, de imediato, é que visualmente, possui as mesmas dimensões do Cobra 148 GTL INTL (que também é produzido pela empresa, porém com a supervisão da Cobra Electronics Co.)

Isso explica o fato da PCB do Cobra 148GTL INTL possuir uma conexão dedicada para a inserção da placa de CTCSS, e pontos de soldagem SMD para o circuito de eco, inexistentes no modelo distribuído.

Para evitar problemas com relação a direitos de Copyright, desenho dos botões e funções principais diferencia o equipamento de outros modelos despolíveis no mercado.



Não há maiores detalhes com relação ao equipamento, apenas os dados fornecidos pelo Fabricante:

terça-feira, 15 de setembro de 2015

IMPRESSÕES - AQUARIO RP-90 (EXCLUSIVO)









O segmento de Rádio do cidadão nunca esteve tão aquecido como nos tempos atuais...Quem se recorda como era difícil ter acesso a equipamentos do segmento, os quais eram a coqueluche lá fora, e por falta de representabilidade, não eram comercializados aqui, por empresas sérias? somente uns poucos se arriscavam no segmento, justamente por questões burocráticas e/ou econômicas em nosso país, ou até mesmo, questões de protecionismo. Graças a esse pensamento do passado, pouquíssimas empresas se arriscaram, a exemplo da CCE com seu CB-8000 e a Motorádio (que até o fim de suas atividades, nunca lançou um transceptor com SSB). O que chegava por aqui, muitas vezes, era através de contrabando do Paraguai, ou vindos na bagagem de turistas retornando da Flórida.

Nos dois Decênios (entre 1990-2000), tivemos acesso a muitos destes equipamentos  vindos nestas condições, e só assim, tivemos acesso a algumas novidades desconhecidas até então, como dupla sintonia, opção de FM, recursos de eco... E mais frequências disponíveis (até então, o segmento era autorizado apenas para equipamentos com 60 canais), até mais disponíveis que o permitido.

Porém, o leque de opções se manteve limitado a modelos com o mesmo layout e tamanho, mas com nomes, qualidades de acabamento, preços e descrições sutis que diferenciavam um do outro - mas que, essencialmente, faziam as mesmas coisas entre si. Isso permitiu que alguns espertos, efetuasse troca de painéis, onde um Voyager VR 94 se transformasse em um Superstar SS-3900.... Mas isso fica para outra postagem.

Pois bem... A coisa só começou a tomar outro rumo em meados de 2008, quando ocorreu uma mudança radical nos equipamentos comuns, com a escassez que componentes já descontinuados por mais atuais, acompanhando as tendências de evolução dos transceptores de uso Amador, que há tempos, já adotavam a tecnologia SMD Dual Layer - componentes soldados por superfície em ambos os lados da PCB, o que permitia, melhor uso de espaço para desenho de projeto, com a miniaturização dos componentes. Com isso, possibilitava a redução de tamanho dos equipamentos.

Nessa nova geração de transceptores para o uso em 27 MHz, essas características não foram descartadas. com isso, se obteve equipamentos mais compactos, sem perder o desempenho.





E nessa visão, a Aquário trouxe, com exclusividade para nós, mais um lançamento de transceptor para os 11 Metros, o Aquário RP-90. E com essa mesma exclusividade de lançamento, tivemos o prazer em avaliar o exemplar, com exclusividade do Blog.



FINALMENTE, ACESSO AOS CONCEITOS EXTERNOS


Há algum tempo atrás, efetuei uma postagem a respeito de nosso acesso a alguns lançamentos externos, que provavelmente não teríamos por aqui - seja pelo preço, seja pela carência de representação no Brasil. É fato que o Aquário RP-90 é a versão do Maxlog M-8900, isso não se pode negar, e até pode não ser novidade para alguns que tiveram acesso ou possuam o modelo base pelo Brasil, mas a grande vantagem disso tudo é a questão representabilidade - os eruditos que me desculpem, mas se seu Maxlog M-8900 der algum problema, vai se dar ao luxo de enviar o produto para o país de origem de sua aquisição? Se não se incomodar com taxas de envio e postagem, parabéns, não leiam este parágrafo e sigam adiante.



Pela ordem cronológica de lançamentos acreditava-se que Maxlog M-8800 seria um provável candidato a ser lançado por aqui.
Entretanto a Aquario optou pelo belo Modelo-base M8900, justamente para fugir do conceito "radio é tudo igual"


Outro fator que muitos também torcem o nariz, é com relação a tecnologia SMD e recursos digitais de acessibilidade... Bom, vou contar um segredo: essa é a realidade atual, quer muitos gostem ou não. Se não fosse confiável, não seria adotada em equipamentos de radiocomunicação mais sofisticados, ao longo dos anos.  Cabe ao usuário final, se acostumar e se adaptar aos novos conceitos. E na área técnica, que efetua manutenção no segmento, há tempos deveriam ter se aperfeiçoado. Não considerem como um "puxão de orelhas".

A razão é óbvia... Rádios com componentes STD estão se tornando obsoletos e raros no mercado, e acredita-se que mais uns dez anos, sumam de vez das linhas de montagem, devido ao seu custo de fabricação. Em suma: não esperem que os clássicos cromados com layout de trinta anos atrás ficarão para sempre - uma prova disso, é o próprio Cobra 148GTL, que mudou radicalmente por dentro, mas estética e funcionalmente, continua sendo do 148 GTL, mas se renovou para atender uma parcela do Mercado que ainda não se acostumou com Menus e Submenus.



LANÇAMENTO EM SIGILO

Para quem vive consultando o portal da ANATEL, em busca de equipamentos Homologados para o Serviço Rádio do Cidadão, até um tempo atrás, estranhava o fato de já existir uma homologação para o RP-90. Porém, ter acesso as imagens do rádio era uma incógnita - era impossível abrir o arquivo PDF para visualização da documentação pertinente. Entretanto, com uma busca mais afinada, encontramos uma prévia do manual do transceptor.

Mesmo assim, ainda pairava uma pergunta - onde está esse rádio que não se consegue ver? Pois bem... Um Blog especializado no segmento, havia postado no mês de Junho imagens da retomada de fabricação dos Maxlog's M-8900, na versão 8, e alguma coisa na foto me chamou a atenção - o fato do modelo impresso no painel, não corresponder ao M8900,  e ao invés disso, possuía as inscrições "RP". Até então, nenhuma empresa do segmento possuía essa nomenclatura de identificação de produto, a não ser, logicamente, a Aquário.  Daí começou a especulação.

BINGO!




SOBRE O RÁDIO

O Aquário RP-90 é um transceptor AM/FM/;SSB que vem para agregar as opções de uso de transceptores de uso do Serviço de Radio do cidadão, e surpreende por ser um rádio que, a princípio, muitos confundiriam com um Transceptor de VHF um relance inicial.

Não é minha mão que é grande... O rádio é que é pequeno.


Afinal o transceptor RP-90 é relativamente, pequeno. Em questão de dimensões, conseguiu superar o descontinuado Midland 79-290 que, até então, foi referência como sendo o menor transceptor SSB com display LCD fabricado para o segmento. Com 17,5x18,2x5,3cm (Largura x Profundidade x Altura), seu tamanho equivale ao de um CD Player Automotivo padrão. "Após pesquisas de satisfação do usuário, percebemos que muitos se queixavam do tamanho dos transceptores atuais no mercado. Por serem grandes, sua instalação em veículos requer malabarismos e criatividade do usuário, muitas vezes, com resultados que não agradavam - ou ficavam distantes demais para ajustes de comando do usuário, ou destoavam do conjunto do painel. Com a escolha do layout do RP-90, esse problema foi resolvido" - afirma o Engenheiro Roger Padovan, responsável pelo projeto do rádio no Brasil.




Dimensões reduzidas, se comparado aos transceptores tradicionais. Ideal para espaços pequenos.
TORNOU-SE O MENOR TRANSCEPTOR SSB EM PRODUÇÃO.




 Realmente, resolveu - e muito - esta questão. O Equipamento pode ser instalado no teto de caminhões, em cima ou abaixo do painel, ou simplesmente, ser embutido no console - já que o rádio, possui as mesmas dimensões de um Auto-Rádio. Apesar de possuir o conector de seis pinos na lateral esquerda - como na maioria dos rádios - ele possui um conector RJ-45 na parte traseira, que permite, através de um adaptador( vendido separadamente pelo Fabricante), permite o uso do PTT, através desta conexão, permitindo o acesso cômodo do Microfone. Agrada os dois mundos.


Conector lateral, de seis pinos...




...ou conexão traseira, através de Adaptador.
Jacks para Auto Falante Externo e Chave CW também estão disponíveis.




Visualmente, o RP-90 é agradável aos olhos... É todo preto, com tonalidade fosca, com serigrafia branca - sem retro-iluminação - de cantos arredondados e sem vincos evidentes, display amplo de dois segmentos: em um, que agrega as funções de indicação de frequência (com oito Dígitos), funções extras ativadas, canal e banda correspondente, informação e opção de ajuste do Menu; o Outro, agrega as funções do S-Meter, como o índice de ROE, modo de operação, Potência irradiada, medidor de SWR e recepção, respectivamente. Semelhante ao Maxlog M-8800 - disponível no Exterior..Com esse estilo discreto e configuração sóbria, pode até passar despercebido a sua existência em instalações moveis e estações fixas, quando desligado. Porém, chama muito a atenção quando está ligado, devido a intensidade da iluminação do display, o que evidencia sua característica.



Botões pequenos, bem separados, ligeiramente sextavados, cantos arredondados, amplo display:
Um novo conceito de transceptor para uso da Banda do Cidadão





E por falar em Display.... Pude notar que é de visualização bem evidente, em qualquer posição que seja instalado - não ocorrem aqueles efeitos de "dígitos borrados", comuns em displays de LCD.

O microfone, com conector de seis pinos, possui o mesmo desenho dos modelos Maxlog M-8800/Voyage BR9200, com capsula de Eletreto,e comandos UP/DOWN e Auto Squelch. A decisão em se optar pela conexão de seis pinos, tem uma justificativa - a possibilidade de agregar outros acessórios, que por enquanto, não estão disponibilizados, como por exemplo, um PTT sem fio (um dos pinos possui tensão +9VDC, o que sugere periféricos futuros.

Uma coisa me chamou - e muito a atenção. Nas imagens vazadas na Internet... O equipamento foi divulgado em meados de Junho, como sendo uma nova versão do Maxlog M-8900 (V.08), as imagens mostram exemplares em processo final de montagem, e constava neles, grandes dissipadores de calor - e realmente, foi uma realidade. Não são demasiado enormes, mas dão conta do recado. Outro detalhe interessante, é que todo o chassi do RP-90 é de alumínio - ao contrario das primeiras versões do RP-80, que possuía o material apenas na parte traseira.

Chassi totalmente em alumínio, pasta térmica nos Mosfet's e Dissipador. 



Internamente, o layout do rádio é bem resolvido, com amplo espaço para a dispersão de calor, que não afeta setores e componentes importantes do rádio. O grande alto-falante de 3" fornece som de qualidade, e toma boa parte do espaço disponivel A construção é feita através de tecnologia SMD Dual Layer - ou seja, a PCB possui componentes de superfície soldados em ambos os lados. Na parte superior, ficam componentes de ajuste - como trimpots - e no lado inferior, componentes de maior tamanho, como bobinas e indutores. com isso, pode-se reduzir o tamanho do transceptor, às dimensões que se apresenta. Será um bom motivo para que técnicos renomados no segmento CB, se aperfeiçoem e se acostumem com essa realidade.

Versão 8, distribuida no Brasil, não possui alguns recursos disponíveis na versão produzida fora do Brasil.
 Restrições devido a nossa Legislação.



Outro detalhe importante, é que o RP-90 adota o sistema de estabilização de frequência (TCXO), já existente nas últimas versões do Aquário RP-80. A função deste circuito é manter o frequência de transmissão do transceptor sempre estável, indiferente da temperatura do equipamento ( para quem opera com equipamentos da Faixa da Cidadão há muito tempo, entende que quando o rádio aquece, costuma "correr" um pouco na sintonia, necessitando um reajuste para a devida operação).

O RP-90 opera com 3 MosFet´s IRF 520, que entregam os 10W em AM/FM e 25-30W em SSB. Porque não usar os Fairchild FQN13N10? Simples. Os MosFet´s IRF520 são muito mais fáceis de encontrar no mercado, em caso de avaria por mau uso ou instalação precária - é claro que nossos leitores não cometem esse tipo de falha, mas.... Acidentes acontecem.

Pequenos Guerreiros: IRF520 garante funcionalidade sem surpresas.



O transceptor opera no Range de Frequência de 26.965 MHz a 27.855 Mhz, divididos em duas bandas, cada uma com 40 canais disponíveis, de D a E (lembrando que o rádio possui bandas de A a J), dentro do especificado para o Serviço de Radio do Cidadão. Sua versão base, lá fora, permite que se opere dentro do range de 24.5 Mhz a 30.1 Mhz, porém, ao ser "nacionalizado", obrigou o mesmo a sofrer este tipo de limitação. Hum...


Alto falante é grande, e eficiente.


A título de informação, o RP-90 está Homologado pela ANATEL desde Dezembro de 2014, com vencimento em 12/2016. pode ser que não tenha nenhuma importância para alguns, que não sabem distinguir o certo do errado, mas a Aquário poupou muitos usuários de passarem por constrangimentos em prováveis fiscalizações (remetente  ao episódio BR-9000). A título de informação segue o Termo abaixo:

Homologação disponível desde 12/2014 - sem dor de cabeça para o usuário final.
Entendeu, Hannover?


FUNCIONALIDADES

O RP-80, basicamente, faz o mesmo que a maioria dos transceptores no mercado. Porém, faz com mais eficiência. Boa parte de suas funcionalidades são concentradas em três comandos, o que permite acesso ao seu Menu. Recursos como Eco, por exemplo, foram direcionados para opções de acesso e ajustes ao Menu - e com isso, eliminou-se comandos mecânicos variáveis - e que muitos achavam uma heresia eliminar comandos como o Controle de Ganho do Microfone, e no lugar, os comandos de Tempo e intensidade de Eco (recursos muito pouco usados nos dias de hoje). Aliás, o próprio recurso de ajuste do Microfone foi redirecionado para os ajustes do Menu - o que facilitou muito. Com isso, o painel ficou mais "limpo", apenas com as funcionalidades mais exigidas do usuário. Agora, para quem não se adaptou a esses recursos, a melhor hora é agora. O display, referente a informação de sinal recebido e transmissão irradiada, compartilha o indice de ROE referenciado ( aliás, a informação de ROE é automático, são a necessidade de calibração, como ocorre nos transceptores de CB atualmente).

Outra funcionalidade bacana no RP-80, é o fato dele possui um frequencímetro de oito dígitos. Isso facilita - e muito - a possibilidade de se obter uma melhor sintonia de recepção/transmissão, com passos a partir de 5Hz (no modelos já existentes no mercado, é possível apenas com passos de 10Hz)

Ajuste de Ganho de microfone individualizado, nas bandas de AM...

...Banda de FM...


...e Bandas de USB e LSB.




Para quem precisava efetuar ajustes de parâmetros da Proteção de ROE, através de software, por exemplo, há uma boa noticia: esses recursos estão disponíveis no Menu do RP-90. Com um detalhe a mais. Enquanto no RP-80, o ajuste era feito sob um parâmetro para todos os modos (AM,FM, SSB) no RP-90 o usuário efetua estes ajustes, separadamente. Isso resolve uma questão que atormentava os usuários do BR-9000, por exemplo, que ao se efetuar o ajuste de ROE em AM, simplesmente "disparava" em SSB. Com isso, cada modo possui seu ajuste personalizado, a fim de proteger o equipamento contra saltos de ROE que, muitas vezes, se dá por conta da falta de ajustes finos de Estacionária junto a antena, ou acoplador, caso usem.

Ajuste de proteção de ROE alta é individualizado, para as bandas de AM...


...Banda de FM...

...Banda de USB...


...e Banda de LSB.



A grande maioria dos funções são agregadas as teclas de toque localizadas no painel, que agregam funções secundárias, que são ativadas através da combinação da tecla MENU - assim como é no Aquário RP-80 e similares.


Os botões rotativos do painel são pequenos, compridos e possuem vincos de tato, para um manuseio mais delicado. Porém, são resistentes, com bom material empregado. Os botões Volume/Squelch e Ganho de RF/Potencia de RF são duplos, enquanto os botões de Modo e Clarificador para os modos de SSB, são de simples comando mas com função de toque. O botão Clarificador segue o segmento rotativo por fase, como no RP-80 - responsável pelo ajuste de degrau de frequência tanto em TX quanto em RX.







O botão de Seleção de frequências é um pouco maior com relação aos demais, e fica posicionado na parte central do painel - como ao Alan 8001 e Maxlog M-8800.

São oito teclas de toque - quatro em cada extremidade lateral frontal do rádio - Que agregam funções como Seleção de Cor do display (são sete cores diferentes de iluminação) acionamento de Roger Beep, , Filtro de NB, Acesso a canal de Emergência, função Dual Watch, acionamento da opção +10Khz, e Escaneamento de frequências. Pressionando a tecla FUNC, se tem acesso as funções secundárias de cada tecla -  função TOT, LOCK, acionamento da função Echo ( que possui ajuste fixo, Aleluia!), opção liga/desliga o display, Lista de Escaneamento, Acionamento da função Hi-CUT e acionamento do Beep de Serviço. Pressionando a tecla FUNC por 3 segundos, se obtém o acesso ao menu de funções extras, como ajuste do TOT, de proteção de ROE por banda, tempo e tonalidade do Roger Beep, dentre outras.




São sete opções de cor de iluminação do display - cores vivas e evidentes. Blue Mod são para os amadores.

O transceptor RP-90 ainda agrega as funções de Proteção de Sobretensão, Proteção de ROE Alta, para as diferentes bandas.


ACESSÓRIOS

O conjunto compõe o suporte de fixação, borboletas de ajuste de inclinação, fusíveis sobressalentes e suporte de microfone.

Microfone PTT - seguindo o padrão Maxlog - com cápsula de eletreto.
Muito bom para contatos DX.

funções Auto Squelch, Up e down Disponiveis.



Conector 6 pinos - prováveis acessórios futuros.


MANUAL

Apenas uma avaliação sobre o manual - que é explicativo dentro do conhecimento do usuário final... Só faltou uma descrição sobre a pinagem do PTT, caso o usuário deseje instalar um Microfone Preamplificado - o que, realmente, é totalmente desnecessário.


ACESSO VIA PC

A principio, o RP-90 é passível de programação via Software - pelo menos seu primo do outro lado do Meridiano possui esse recurso. Entretanto, tal recurso não é fornecido pelo Fabricante, uma vez que todos os recursos de ajuste que o usuário necessita, estão disponíveis no Menu. Se por acaso existir, eu aviso a todos.


RECEPÇÃO


Para avaliação deste requisito, são utilizados dois tipos de irradiantes - uma Dipolo com Balum de 1:1, e uma Antena Vertical de 5/8'' de Onda, da AAS. A primeira, verifica o nivel de ruído captado pelo transceptor, com seus filtros ligados e desligados, para a devida recepção de estações mais distantes. A segunda, costumeiramente aqui no Brasil, é a mais comum, para a mesma avaliação, e restrita a contatos locais.

A primeira dúvida que queríamos avaliar era sobre a questão da recepção -  se não havia herdado dos primeiros RP-80, o problema de saturação de áudio decorrente de estações próximas, devido ao AGC em modo SSB ser muito rápido e em alguns momentos, ficar "louco", fato muito discutido por alguns usuários finais do RP-80 em sua primeira versão.

Nestes testes efetuados, essa dúvida se tornou realidade, porém, ao efetuar o devido ajuste no Ganho de RF, os cortes sumiram. Estações próximas que transmitem com demasiada potência, efetuam cortes na transmissão. depois de um tempo de uso, o transceptor funciona normalmente. Sua capacidade de recepção é bem sensível - ele escuta muito! - mas, bastou um batimento lateral, lascou-se tudo. Entretanto, com o transceptor instalado em estações móveis - afinal, essa é a vocação dele - sua funcionalidade se faz muito evidente. Nas oscilações de sinal, provenientes ao movimento do veiculo, não perdemos nenhum contato, salvo as condições da propagação, quando muito severas, diante de estações mais distantes, nos Estados de Roraima e Acre, por exemplo (lembrando, que os testes foram efetuados em São Paulo, Capital, numa região bastante populosa, e onde interferências secundárias são bastante comuns)

TRANSMISSÃO

Nesse tipo de avaliação, costumo verificar e analisar o contato com estações mais distantes - a partir de 1000 Km - utilizo dois tipos de antena: Uma 5/8' de Onda da AAS e uma Dipolo Aberta com Balum de núcleo de Ferrite 1:1. Na primeira, avaliamos as condições normais de uso, onde conta o sinal reportado, a clareza do contato e o nível de ruido captado no ambiente pela estação que nos ouve. Na segunda, verificamos o desempenho da transmissão, em condições precárias, porém, atendendo os requisitos de nível de ROE baixa. Conforme os parâmetros vão se apresentando, aumentamos o nível de contatos a serem estabelecidos, até onde podemos ser ouvidos. Os teste se limitam a contatos onde a transmissão não ultrapasse os 5 minutos, com intervalos de 3 minutos - em condições severas de contatos bilaterais.

Nos testes de transmissão com o Aquário RP-90, o áudio se manteve claro, límpido, com evidência dos tons médios. Estações próximas, perguntaram se estava usando microfone Preamplificado (hi, hi), isso por que o rádio estava ajustado ao nível 25. Passou no teste.

RECURSOS EXTRAS

Outro recurso que ainda está vendo verificado junto com a Aquário (não confirmado oficialmente) para lançamento futuro, é o acessório Microfone Sem fio, com Tecnologia Bluetooth (disponível apenas para o Maxlog M-8900 "lá fora", e mesmo assim, com certa incerteza).







PÓS:


  • Dimensões reduzidas;
  • Eficiência nos Filtros de Recepção;
  • Excelente qualidade de áudio;
  • Boa potência;
  • Recurso de Estabilização de Freqüência (TCXO)
  • Indicador de Freqüência de 8 dígitos;
  • Excelente capacidade de dissipação de calor.


CONTRAS:

  • AGC Meio-termo - é atuante, depois de alguns minutos de uso.
  • Menu 25 e 26, responsável pelo ajusta de Banda Passante de Transmissão e Recepção, não disponível na versão 8.




CONCLUSÃO:

Finalmente surge o conceito de transceptores de tamanho reduzido no Brasil, que para alguns, não agrega nada - daí fico me perguntando o que o pessoal quer mesmo....Se é mais frequências para operar, desculpe, mas o que tem a disposição atende todo mundo. a possibilidade de expansão de frequência existe, é fato, mas não será daqui que essa divulgação irá partir - como sempre digo, vai da consciência (e do caráter de ser correto) de cada um. A Aquário representou muito bem o segmento, é pouco provável que outra empresa brasileira venha a fazer o mesmo. É claro que, assim que estiver disponível para venda nos representantes da Marca (e pelo site do fabricante), muitos terão a oportunidade de experimentar o produto, e assim, tirar suas conclusões pessoais.

As dimensões reduzidas e o desenho do rádio são bem discretas - não existe nada de carnavalesco - e a disposição dos comandos são simples, sem demonstrar fragilidade. Sem dúvida, uma boa opção para quem estava em dúvida em adquirir um transceptor novo em seu Shack ou base móvel. Assim, quebrou-se o conceito de que "rádio é tudo igual". concordo, em termos. Mas se ele fizer "tudo igual", com estilo e eficiência, a estória muda.

uma pena não possuir os ajustes de Banda Passante, existentes na versão 7 do seu primo Maxlog. por um lado, é até compreensível a ausência, uma vez que esses ajustes, não são permitidos para o serviço de Rádio do Cidadão no Brasil.

Recomendo o equipamento, e parabéns pela Aquário e a Equipe Técnica.






ESPECIFICAÇÕES

  Tipo:                                                                    TRANSCEPTOR AM FM SSB
Modelo
RP-90
Frequência de operação
26,965 – 27,855MHz
Bandas
D/E -  Modos AM-FM-USB-LSB-CW
Canais
40 canais por banda
Controle de Frequência
Sintetizador PLL
Tolerância de Frequência
0,005%
Estabilidade de Frequência
0,001%
Temperatura de operação
-30°C a 50°C
Microfone
Eletreto tipo PTT 6 pinos (UP/ DW/ ASQ)
Tensão de Entrada
13,8V Nominal (Min 11,7V/ MAX 15,9V)
Consumo de corrente
5A@TX (AM/FM), 9A@TX (SSB) 0,6A@RX
Medidas
17,5x18,2x5,3cm
Peso
1,5 Kg
Conector da antena
UHF Fêmea (SO239)


TRANSMISSOR



Potência de Saída nominal
7W@AM/ FM/ CW e 21W PEP @ SSB
Modulação
Baixo e Alto Nível em classe B
Distorção de Inter-Modulação
SSB 3ª ordem > -25dB 5ª
Supressão de portadora em SSB
ordem > -35dB
Banda lateral indesejada
55 dB
Resposta de frequência
50 dB
Impedância
AM e FM 450 – 2500Hz


RECEPTOR



Sensibilidade (12dB Sinad)

SSB
50 W desbalanceado
AM
0,25μV para 10dB (S+N)/N maior que 1/2W de saída de áudio
FM
1,0μV para 10dB (S+N)/N maior que 1/2W de saída de áudio
Seletividade
1,0μV para 20dB (S+N)/N maior que 1/2W de saída de áudio
AM/FM
6dB em 3KHz/50dB em 9KHz
SSB
6dB em 2,1KHz/60dB em 3,3KHz
Frequência Intermediária
10,695MHz 1ª FI e 455KHz 2ª FI
AM/FM
10,695MHz
SSB
60dB AM/FM/ 70dB SSB
Canal Adjacente
45dB ajustável para a melhor recepção
Controle de ganho de RF
Menos que 10dB de variação na saída de áudio para entradas de

Controle automático de ganho (AGC)
10 a 100μV
Squelch (silenciador) Ajustável
Limiar menor que 0,5μV
Filtro ANL
Chaveável
Filtro Noise Blanker (NB)
Tipo RF, efetivo em AM/FM/SSB
Potência de saída de áudio
3W @ 8 W
Resposta de frequência
300 a 2800Hz
Alto-falante interno
8 W, redondo
Saída para AF externo
8 W, desabilita o alto falante interno quando conectado
FABRICANTE
XIAMEN- MAXLOG ELECTRONICS CO. sob Supervisão da Kidasen Eletronica (AQUARIO)


Na próxima postagem referente ao transceptor, mais novidades a respeito.


73 a todos e até a próxima!



quinta-feira, 27 de agosto de 2015

IMPRESSÕES - HANNOVER BR32






Buenas!


O mercado de transceptores para a banda de 11 Metros nunca esteve tão aquecido nos últimos anos, com novidades para nós, outrora não disponíveis. É fato que muitas dessas novidades, ainda não estão disponíveis por aqui, seja pelo motivo inviabilidade de importação, seja pelo preço final exorbitante, e até mesmo por não atender requisitos de uso no Brasil. Entretanto, com as facilidades da importação - mesmo que, com taxas absurdas, que triplicam o valor inicial do equipamento - alguns exemplares comercializados lá fora tendem a entrar em solo brasileiro, em exemplares muitas vezes exclusivos, e desconhecidos pelo público.


Algumas empresas do segmento, tem se esforçado para que a entrada destes equipamentos seja feita de forma legal, mas é fato que os custos para tanto são altos. Em contrapartida, esses valores acabam sendo repassados para o consumidor final, e aí... Vai do poder aquisitivo de cada um.

Entretanto, alguns procedimentos para trazer esses equipamentos acabam sendo efetuados de forma desorganizada, onde, muitas vezes, confunde o consumidor - ou os ludibria. E um desses casos, sem sombra de dúvidas, aconteceu com o Hannover BR-32. Mas vamos abordar essa questão mais adiante. no momento , iremos nos atentar com as impressões deste transceptor, destinado a Banda do Cidadão.





40 CANAIS AINDA VIVE


É notado que, com as inúmeras opções de transceptores que atendem os 80 canais destinados ao PX no Brasil, muitos usuários finais tendem a optar por equipamentos dessa categoria, até mesmo porque eles possuem a opção de SSB - que são mais preferíveis, pelas opções de contatos mais distantes, diferente dos transceptores que só possuem AM e que, diante das condições atmosféricas e topográficas, limitam-se a contatos não superiores a 40, 50 Quilômetros. Entretanto, os rádios de 40 canais ainda são uma opção, principalmente em contatos pequenos, rodadas que existem em pequenas cidades, nas estradas em caminhões ou veículos de passeio, para informações de estimativas de trânsito no trajeto e condições da pista, quilômetros adiante, e para auxilio ou socorro entre estações móveis.


A "matriz" do BR-32 - Anytone AT-300M


Outra vantagem que existe no uso do AM, é o fato de que muitos ainda não se acostumaram com os ajustes necessários para sintonizar com eficiência, transmissões em SSB. É fato que muitos equipamentos não possuam ajuste preciso, o que força o usuário desse modo, efetuar constantes ajustes no Clarificador, a fim de obter uma sintonia que proporcione um entendimento do que a outra estação transmite.


No Leste Europeu, ganhou o nome AVANTI Alpha


Outra questão que pesa positivamente no uso destes equipamentos que possuem apenas o AM, é o nível de modulação - alcançam com muita facilidade os 80, 100% - muitas vezes, inviável para comparação em transmissões em SSB - exceto, em uso com algum pré-amplificadores de áudio disponíveis no mercado. Por isso, ainda são muito populares.

Outra descrição do equipamento, na Europa - Lafayette Ares PRO



E por causa dessas características, nos chamou a atenção o Hannover BR-32 - transceptor produzido na China pela Qixiang com a descrição oficial AT-300M - um equipamento compacto, potente e bastante funcional, apesar das "limitações" em sua categoria - limitações essas que mais adiante iremos demonstrar que, para o nosso mercado, não são de grande utilidade.

No Reino Unido e demais países, é apresentado como Albrech AE6190HD





SIMPLICIDADE


O BR32 se enquadra no segmento de rádio de baixo custo, por não possuir recursos de utilização mais sofisticados. Possui comandos comuns, como O seletor de canais por toque, Squelch (Silenciador) e três teclas - A/F (para mudança de modo de transmissão recepção AM e FM),  SC (escaneamento de canais) e 9/19 (outrora os canais de emergência 9 e 19, já há muito tempo, inativos no Brasil), conector para microfone de 4 pinos (com pinagem compatível a equipamentos da Cobra).


Mesmo possuindo adjetivos favoráveis a sua reputação, inexplicavelmente o BR-32 não foi homologado pela ANATEL.


De tamanho reduzido, é muito fácil para instalação em veículos que contam com pouco espaço interno. Sua construção é bastante robusta, o que transmite solidez na usabilidade - o usuário não sente fragilidade em manuseá-lo.

Conector de 4 Pinos, seguindo o padrão Cobra.


O display, de LCD, possui apenas o básico para exibição - grandes números identificando o canal, o modo de operação, o Scanner, e a identificação de TX. Não possui indicador de nível de potencia, tampouco de recepção.





FUNCIONALIDADE

Além de possuir os recursos de Varredura de canal, o BR32 possui o recurso Auto-Squelch, que permite que se ouça apenas estações no nível de sinal satisfatório para contatos eficientes. Em miúdos, o recurso só abre a recepção para estações fortes, nas imediações. Assim, evita-se o chiado constante nos ouvidos do usuário.
Comandos e funções à mão - faltou um S-Meter.


Os ajustes de Volume e Squelch, são eficientes - não há desbalanceamento nos comandos.




POTÊNCIA


Uma coisa que há anos, é difícil de se ver em equipamentos dessa categoria, o fato dele irradiar uma potência acima dos 4W que transceptores deste tipo normalmente o fazem. O BR-32 consegue a façanha de fazê-lo, com seus 8W nominais, e sem necessidade de ajustes internos. Mais que isso: sem sofrer sobreaquecimento. Mosfet's na saída? Não, ele opera com o singelo 2SC2078, da Sanyo - o mesmo que equipa, desde os primórdios, os Cobra 19 Plus e outros transceptores do segmento. O segredo pode estar na forma da construção da etapa final, que é de excelente qualidade.

Tamanho reduzido facilita na Instalação.


Outro detalhe importante - mais voltado para a área técnica - são as dimensões de seu transformador de áudio - simplesmente, desproporcional para um equipamento tão pequeno.




QUALIDADE DE ÁUDIO


Se comparado a algum outro transceptor da categoria, que equipara aos Cobra 22 Plus - outro modelo que a Cobra não reconhece o seu DNA, mas que foi muito comercializado por aqui, e que atualmente, assumiu outras identidades, como nos muitos Voyagers, Megastars que ainda funcionam por aí. Forte, com presença, mesmo a cápsula do Microfone sendo de Eletreto.


Apesar do tamanho e do layout sugestivo, o microfone é de eletreto.






RECEPÇÃO


Diferente dos Cobras 19DX IV atuais - que sofrivelmente, pegam uma interferência de lâmpadas eletrônicas, fato esse de serem considerados os piores equipamentos no momento - o BR32 não sofre com essas anomalias, tampouco com interferências ocasionadas por motores indutivos. Já em FM, não se pode dizer o mesmo: o áudio fica afônico e sem qualidade.


"LIMITAÇÕES"

Bom, chegamos nesta questão... O BR-32 vem de uma plataforma Multi-norma, o que significa que ele é projetado para atender as mais diferentes normas de uso do segmento Rádio do Cidadão  no mundo todo. Ou seja; Ele atende especificações de potência e de faixa de frequência, diferentes em cada país.









Países como o Reino Unido, Polônia, Rússia e Alemanha, possuem um segmento de frequências diferenciado, assim como as potências e modos autorizados. Por exemplo: No Reino Unido, só está autorizado o uso de 1W de potência e o modo FM, quanto na Polônia, são 4W, e o range vai até 27.9 MHz. e no Brasil, 10W.

É claro que, os equipamentos que são construídos e destinados para essas nações, são finalizados com o seu range de origem, muitas vezes bloqueados para alteração dos usuários.

SÓ QUE NÃO!

No caso do BR32, esse "bloqueio" é considerado lá fora como "opção", já que o rádio poder ser usado na Europa toda, apenas o usuário adequando o ajuste para a Legislação pertinente, a fim de evitar problemas.

Só que aqui no Brasil... Ah, o Brasil... Não existe essa cultura de se "andar na Lei". E isso acabou se agravando mais, pelo fato de estar disponível no Manual do usuário, a opção de se acessar a esse Menu do rádio.

É claro que tal informação, já há muito tempo está disponível na Internet, através de vídeos do Youtube, ou tutoriais voltados ao segmento.

Layout usando tecnologia SMD - sobra espaço para a dissipação de calor.



Alto Falante de boa qualidade - e grande também

Transformador de Áudio de grandes dimensões justifica a qualidade da transmissão




DNA da Qixiang - modelo é derivado do AT-300M

Pecados na montagem - falta alguma pasta térmica no 2SC2078



O que permite que o usuário, consiga transmitir em 27.855 MHZ, em FM. Nas opções, não existe nenhuma configuração que permita que o rádio efetue o modo de transmissão nos 80 canais permitidos - o que, convenhamos, não seria nada de errado, afinal, o modo FM e o range final de 27.855MHz, é permitido por aqui. Mas, acessando as outras opções de modos, haveria transmissões em frequências "quebradas" - com espaçamento de 12,5 Khz, o que não é permitido pela Legislação Brasileira..

Por conta disso, principalmente, e por outros detalhes - que ninguém conseguiu explicar, teve até explicação sem sentido, de que o rádio não passou nos testes de laboratório para aprovação de sua Homologação no Brasil, por causa do FM - que o BR32 não é Homologado no Brasil. Podem consultar o próprio site da ANATEL, e tirar suas dúvidas a respeito:



OK... E o que a representante desse equipamento fez então?

Simplesmente, nada. Ficou com um abacaxi nas mãos, por ter um equipamento que não seria aprovado. E em escala maior, diríamos que foram CENTENAS de abacaxis.

Qual a solução? Boa pergunta... Talvez a resposta seja o que vemos atualmente... O BR-32 sendo comercializado em lojas virtuais, meio que, digamos, por "debaixo dos panos". Teria sido a alternativa que a provável representante encontrou para se livrar do abacaxi que ficou em seu colo. Mas isso foi só uma consequência do despreparo e desconhecimento nos procedimentos de certificação e homologação por aqui, e não precisamos ir muito longe, é só nos lembrarmos no Hannover BR-9000 - que foi comercializado, difundido por alguns meses sem qualquer esclarecimento de homologação, o que gerou desconfiança e apreensões de exemplares em fiscalizações, por não conter qualquer informação sobre sua autorização de uso, principalmente por caminhoneiros, nas estradas brasileiras, durante Blitzes da PRF em conjunto com a ANATEL.


Mas, até então, fica a cargo de cada um usar e adquirir um - entretanto, não faremos apologia a respeito, OK?



PÓS:

  • Bom acabamento e qualidade;
  • Potência acima da média;
  • Boa Modulação.
  • Excelente recepção.
  • Tamanho reduzido, excelente para instalações onde o espaço é limitado, em veículos.


CONTRAS:


  • Não possui S-Meter;
  • Opção de expansão de frequências incompatível com nossa Legislação.
  • Não é Homologado;


RESUMO:

É um transceptor pequeno, porém robusto, bem acabado e muito potente, se comparado a outros modelos da mesma categoria. Até o fechamento desta postagem, não obtivemos qualquer informação a respeito de sua Homologação junto a ANATEL, o que seria um risco seu uso, por exemplo, aos caminhoneiros em caso de fiscalização.

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS



Transceptor para uso Serviço Rádio do Cidadão

FREQUÊNCIA OPERAÇÃO:        26.965 - 27.405 (BRASIL-EUA-EUROPA-CEPT-ALEMANHA)
                                                         26.960 - 27.400 (POLONIA)
                                                         27.60125 - 27.99125 (REINO UNIDO  SOMENTE EM FM)

TRANSMISSÃO

Potência:                                             8 Watts (FM) 8 Watts (AM)  
Modulação:                                        Sensibilidade melhor que 2,5 mV a> 1 kOhm
Radiações harmônicas e espúrias:     -90 dBc = 4 nW
Max. desvio de frequência:                Inferior a 2,0 kHz
AM grau de modulação:                     de 90%

RECEPÇÃO

Sensibilidade (FM) (SINAD):            Melhor + 3dbμV EMK para 20 dB
Sensibilidade (AM) (SINAD):           Melhor + 3dbμV EMK para 12 dB
Seleção de canal adjacente:                Melhor 60 dB (EN 300 135-1)
                                                            Melhores 48 dB (EN 300 433-1)
Rejeição de intermodulação:              Melhor 54 dB (EN 300 135-1)
                                                            Melhores 48 dB (EN 300 433-1)
Rejeição de imagem:                          Melhor 48 dB (EN 300 433-1)
Saída de áudio:                                   2 Watt a 8 Ohm carga

Alimentação:                                       13,8 VDC
Consumo:                                            2,5A

FABRICANTE;                                  QIXIANG SCIENCE & TECNOLOGY (CHINA)
DISTRIBUIDOR NO BRASIL:         ????????


CURIOSIDADES

  • Para quem tem esse exemplar de transceptor, escolhendo a opção de modo EC, o equipamento opera nos 40 primeiros canais em AM; pressionando o botão A/F, ele irá operar do canal 41 ao 85 em FM.
  • Acessando o Menu de Serviço, ele opera em três frequências distintas: 25.615, 27.405 e 28.205 MHz, em FM.
  • Em alguns países onde é comercializado, possui pinagem do PTT com 6 vias, com a opção Auto Squelch inserida no Microfone.
  • Com a remoção de quatro capacitores Cerâmicos, pode-se abrir ainda mais a modulação, ultrapassando os 100% de intensidade - o que torna esse rádio, um terror de áudio transmitindo  em AM.
  • Com microfone Preamplificado, emite um apito discreto, perceptível para ouvidos treinados.


73 a todos, e até a próxima!
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