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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

NOTA DE FALECIMENTO - DANIEL OLIANO DE OLIVEIRA - PY2SAT (SK)












É com profundo pesar, que informamos que na tarde de hoje (17/08/2017) faleceu um de nossos grandes amigos, fervoroso radioamador atuante no segmento, Daniel Oliano de oliveira (PY2SAT).

Daniel era integrante do conselho da LABRE-SP, e atuava ativamente. O ultimo evento publico que esteve presente, foi no exame de ingresso e promoção de classe realizado e Santana, Zona Norte de SP.

Maiores dados serão atualizados do decorrer desta publicação.

A família, nossas sinceras condolências.


segunda-feira, 12 de junho de 2017

PREVIEW: STINGER BOARD AD203 E ATUALIZAÇÃO DO P.A. DO ALAN 560






Buenas!

Ainda estamos na ativa! E aproveitando que o período de propagação que está em baixa, nada melhor que fazer uma revisão em nossos equipamentos, até mesmo aqueles que muitos consideram aposentados, juntando pó na prateleira.

Assim sendo, as próximas postagens irão abordar dois temas: o primeiro, apresentando o já conhecido Stinger Board da RM ITALY,  o AD203 (uma versão Indoor do já conhecido Amplificador Linear KL-203), uma solução mais coerente para que deseja alguns "Wattios" a mais em seu rádio, mas que não quer cair em erro de efetuar palitagem e pagar absurdos em modificações que vemos por aí. E o acessório funciona!

O segundo, será justamente a aplicação deste acessório em um clássico ALAN560, conhecido por ser um promotor de contatos, mas que carrega consigo alguns problemas crônicos, entre eles, seu complexo Amplificador Linear interno. Com uma simples alteração, o rádio base volta a ser um monstro!

É isso aí, e até lá! 


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

NOTA DE FALECIMENTO - VICTALIANO MACHADO (PY2EHV) FUNDADOR DAS ANTENAS ELECTRIL








É com profundo pesar, que informamos o falecimento do Sr. Victaliano Machando (PY2EHV), fundador da Antenas Electril.

Marca reconhecida não somente no Brasil, mas em outros países da Europa, a Electril foi sinônimo de referencia em sistemas irradiantes, filtros de cavidade, rotores, torres,Duplexadores, Baluns, filtro de Harmônicos e outros equipamentos voltados a Radiocomunicação, nestes últimos 56 anos de existência.

Victaliano Machado (PY2EHV), ao lado de Mario Keiteris (PY2MXK) em evento de divulgação de Obra literária.
HISTÓRIA

A ELECTRIL EQUIPAMENTOS E INSTALAÇÕES ELÉTRICAS LTDA. iniciou suas atividades nos anos de 1960 em sucessão a Victaliano Machado - Instalações Electricas Ltda., na capital do Estado de São Paulo, executando instalações Industriais.

No convívio dos companheiros Radioamadore, dentre os quais destacamos PY2GK, PY2PC, PY2FC (Meireles),PY2OU, PY2EIR, PY2DZM (Alécio) e vários outros, passsaram a confeccionar antenas para Radioamadores como um mero passatempo.

Em 1969 iniciaram a fabricação de antenas comerciais de HF e VHF contando com a Indústria de Radiocomunicação de São Paulo (AJ ELETRONICA, INTRACO, TELEFUNKEN/SITELTRA, AVOTEL, CONTROL, UNITEL, DELTA, CHATRAL, INTELSA, PHILIPS, TELSATE, TELEPATCH, INDUTEL, AUTEL, etc.

Em 1972 participaram pela primeira vez de uma mostra Internacional de Produtos Brasileiros em Buenos Aires, iniciando então uma série de vendas de seus produtos para o Exterior. América Latina, Europa e África foram seus clientes habituais, e até a suíça SOMMERKAMP ELETRONIC SAS, foi uma de suas clientes.





É notório afirmar que muitos colegas tinham a marca como integrante em suas estações durante anos, em um período em que pequenas empresas surgiam no mercado.

O sepultamento aconteceu às 15.30, no cemitério de Congonhas, Zona Sul de São Paulo.

O autor desta postagem presta as condolências à família do Sr. Machado, e o segmento perde mais um pioneiro na Radiocomunicação.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

NOTICIAS DO OUTRO LADO DO MUNDO - XIEGU X5105 TRANSCEPTOR QRP HF +6M











Buenas!


Enquanto principais empresas de radiocomunicação do segmento Amador se mantém confiáveis em seus números de vendas e de lançamentos pelo mundo, o mercado emergente chinês vai aos poucos, mostrando suas peculiaridades. É notório dizer que, por enquanto, estão apenas voltados a inserir e influenciar o mercado atual com produtos de segmentos já bastante explorados, como os Rádios CB e o portáteis HT's, mas aos poucos, vão integrando ao conjunto equipamentos mais robustos, mais confiavéis de melhor qualidade.

Ainda vai levar algum tempo até que iniciem a produção em larga escala de transceptores HF de grande porte por parte dos chineses, mas a tendencia e o prazo tendem a se reduzir. entretanto, a principal iniciativa vem sendo a produção de transceptores QRP, que de certa forma, possuem características peculiares, e que não impedem que sejam utilizados com pequenos amplificadores Lineares de potência, proporcionando transmissões em média de 100W, respectivamente.
o propósito, inicialmente, são para os aficionados que praticam a atividade em aberto, seja em expedições voltadas para a recreação DX, seja para os conceitos de portabilidade ou pouco espaço físico. diante disso, a chinesa Xiegu apresentou, recentemente seu portátil QRP X5105.



SEMELHANÇAS NO CONCEITO, TRANSCEPTORES DIFERENTES



A primeira coisa que muitos irão dizer,naturalmente, que se trata de um transceptor similar ao já conhecido Elecraft  KX3 SDR. Bem, trata-se do mesmo conceito, mas as semelhanças acabam aí.

De dimensões um pouco superiores, a proposta do QRP é aumentar a oferta de equipamentos para o conceito, por preços um pouco mais atrativos.






CARACTERÍSTICAS


  •  Super-heteródino de Dupla Conversão, equipado com até 3 baterias de lítio de 18.650mph cada uma


Expansibilidade

  • Uma unidade principal padrão (incorporada com um filtro de cristais SSB de 2,7 pol.)


  • Um módulo opcional TCXO de alta estabilidade e alta precisão


  • Filtro de cristal de banda estreita de 500Hz (opcional)


  • Um módulo de sintonizador de antena  de 5W ( plug-in opcional); 


  • Amplificador XPA125 integrado e sintonizador de antena XPA125, com um sintonizador de antena incorporado, amplifica a saída  em até 125W (acessório à parte);

  • Opera nos modos AM,FM, SSB, CW, PSK e RTTY;

  • Possibilidade de uso com recursos SDR, dentre outros.









O transceptor permite também a conexão ao acessório XDT1 do fabricante, um terminal com tela que permite o acesso a um panadapter à parte, para visualização do espectro.





Aguns videos do transceptor em ação, podem ser vistos no Youtube, como os abaixo:










Sem previsão de preço, o produto pode ser visualizado no Site da Empresa.



73 a todos.



quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

MERCADO PEDE E ANATEL DÁ NOVA SOBREVIDA À TECNOLOGIA DE RADIOCOMUNICAÇÃO ANALÓGICA





Por Luís Oswaldo Grosmann

Pressionada por órgãos de Segurança Pública E serviços de saúde como o SAMU, além de empresas de trens e ônibus e até mesmo de grandes empresas como a Petrobras, a ANATEL decidiu prorrogar  por mais uma década de uso de sistemas analógicos nas faixas de 148 a 174 MHz. 
“Esses órgãos e entidades requerem a prorrogação do uso em razão da complexidade e dos custos da migração, além da longevidade dos sistemas analógicos, que ainda se mostram úteis”, explicou o relator do pedido no Conselho Diretor da agência, Otávio Rodrigues. 
A agência, originalmente, previa que a partir de 2012 não seriam mais renovadas outorgas para uso de sistemas analógicos nessa fatia do espectro, mas diferentes serviços públicos fizeram apelos para evitar a migração para sistemas digitais. O assunto foi à consulta pública e agora voltou para o colegiado.
Por se tratarem de serviços públicos relevantes, a agência até já vinha autorizando prorrogações excepcionais – como foi o caso da Polícia Militar de Minas Gerais, ou do SAMU de Santa Catarina, ou mesmo da Eletrosul. Mas há também apenas de operadoras de trens e metrôs, empresas de saneamento, gás e energia elétrica, além da Petrobras, em função de aplicações de telemetria. 
Como resultado, a Anatel decidiu pela criação de canais prioritários para os SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) para evitar dificuldades de coordenação com empresas de saneamento, energia e gás, “levando em conta o caráter primaríssimo dessa atividade”, segundo o relator. 
Além disso, a agência aprovou a criação de canais preferenciais compartilhados para aplicações metro-ferroviárias, nesse caso em compartilhamento com as empresas de saneamento, energia e gás. A exceção a essa regra de compartilhamento será em São Paulo, pelo tamanho da demanda. E finalmente, haverá agregação ou subdivisão canais para melhor acomodar as aplicações de telemetria. 
Pela decisão tomada nesta quinta, 9/2, é conferido prazo adicional para sistemas analógicos de cinco anos. Vencido esse prazo, fica prevista apenas uma única renovação da autorização, enquanto eventuais novas autorizações exigirão tecnologia digital.

Fonte: Convergência Digital

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

DICAS PARA MANTER O SEU " RÁDIO CLASSICO" EM DIA, E OUTRAS INTERESSANTES







Buenas!


Todos nós, de certa forma, buscamos obter em nossas estações de radiocomunicação equipamentos que possuam o mais alto grau de tecnologia e inovação, com o intuito de, entre um contato e outro, estabelecer contatos distantes com qualidade e sinais dignos em enlaces, sejam eles locais, ou DX.

É estranho, de certa forma, percebemos que a busca pela perfeição - ou pelo sinal S9 em todos os cantos - podem causar sentimentos e comportamentos estranhos entre um operador e outro, a exigência em se receber um sinal perfeito, áudio puro como cristal e sintonia "Beat Zero", em que alguns casos, se ignora completamente fatores como topografia, tipo de antena usada, condições da propagação e outros consequentes. E isso acaba causando certos conflitos desnecessários, egos feridos e coisas do tipo.

Entretanto, é uma vaidade individual de cada um, obter a configuração perfeita - ou ideal - para desfrutar do Hobby. Alguns, como disse, conseguem esse feito empregando em seu schack uma estrutura fenomenal, e outros, com o singelo e basico, os quais conseguem acertando na "dosimetria lógica", sem exageros.

E muitas vezes, se obtém com o básico: antena em um mastro, linha de transmissão, transceptor e fonte de alimentação. E só. E muitas vezes, com transceptores simples, que irão atender suas necessidades - o restante, vai depender da perícia em se ajustar, se ouvir, trabalhar este ou aquele contato.

Mas, nem sempre nossos rádios operam da forma que desejamos... O custo para aquisição de um modelo novo é caro, e muitas vezes, nossos recursos financeiros não permitem uma "extravagância" a mais - em tempos de crise econômica, o negócio é postergar esse capricho. Mas, nosso transceptor de 10, 20, 40 anos, já não responde com eficácia aos nossos objetivos, não é mesmo?

bem, diante disso, eu assinalei algumas dicas para que você, bravo operador, DXista, dê uma sobrevida a sua estação, até que possa atualiza-la, quando as condições forem propícias.







FAÇA REVISÕES PREVENTIVAS/CORRETIVAS.


Assim como em um automóvel, que necessita de verificações periódicas para verificação de suas funcionalidades e desempenho, nossos transceptores também necessitam de revisões para certificarmos que suas características ainda se mantêm íntegras, e que não nos deixarão na mão em algum momento. Como componentes eletrônicos também sofrem desgaste com o passar do tempo e uso, seu desempenho tende a cair com o decorrer dos anos. Cápsulas oxidam, capacitores eletrolíticos ressecam, circuitos sofrem com as variações de temperatura, e prováveis oxidações podem ir minando lentamente esse processo. Em alguns casos, uma breve revisão e substituição de determinados componentes resolvem o problema, mas mesmo assim, não garantem que ele terá uma sobrevida de mais 40 anos, até mesmo porque, alguns componentes não informam, com exatidão, que chegaram ao fim de sua vida útil, mas com certeza, lhe darão "avisos" de que alguma coisa não vai bem. Desta forma, é melhor você pecar em precaução, do que se lamentar em erro, Muitas vezes, uma revisão preventiva pode impedir de você ter surpresa futuras, como alguns modelos de transceptores, que possuem problemas endêmicos, em sua construção, e acredite, 100% dos usuários acham que isso não vai acontecer com ele, por ter zelo em seu equipamento. Mas nem sempre é assim.

É fato que, para alguns modelos com mais de 20, 30 anos de fabricação, a possibilidade de se trocar determinados componestes é impossível, devido ao fato que o rádio não é mais fabricado, ou o componente nem exista mais no mercado de reposição, mais ainda é possível encontrar algo para o trabalho. Caso contrário seu técnico - se for honesto - irá lhe dar opções de atualização , com poucas mudanças no circuito, sem alterar o desempenho.

O custo para revisões, costuma ser quase sempre o preço da um reparo, mas com a vantagem de que o técnico - desde seja capacitado - vai saber como proceder, antes que a tragédia aconteça.






TENHA ZELO PELO LOCAL DE SUA ESTAÇÃO

  
Acreditem, nem sempre aquele canto da casa, entre o banheiro e a cozinha, ou próximo da lavanderia, é o local ideal para se instalar - mesmo para aqueles que não podem compartilhar um pequeno espaço na sala, ou em um comodo especifico para tal. Entendam, água (em qualquer estado físico) e radio não se combinam. Variações de temperatura são um veneno mortal para a estação, e a maior delas, sem dúvida, é a condensação. O transceptor e seu conjunto sofrerão um ataque maciço de oxidação, reduzindo - e muito - a vida útil do rádio. opte em colocar em local arejado, longe de umidade, assim a garantia de que ele não irá adquirir "vida própria" é menor.





REVISE CONEXÕES ELÉTRICAS/ LINHA DE TRANSMISSÃO

Gambiarras são, comprovadamente, 75% das causas mais comuns de danos em estações de rádio, sejam elas PX (CB) ou de Radioamador (HAM). Em ambos os casos, o operador acredita que, com um arame de varal, sem medida, debaixo de um telhado de zinco, ira transmitir quilômetros de distancia, usando um acoplador automático - pode até conseguir, mas essa "proeza" não dura muito. Fontes de Alimentação DC, feitas com fontes de computador, até funcionam, desde que você tenha perfeita noção do que está fazendo, não bastando juntas os fios vermelho e preto, testar em um multímetro para ver se vai dar 12V, e ligar ao transceptor. Pode ser laureado ao sucesso, ou fadado ao fracasso. dê preferencia por fontes profissionais, ou fabricadas artesanalmente por técnicos em Eletrônica de sua confiança.

Em avassaladora maioria dos transceptores, já possuem saída de antena com impedância de 50 Ohms, o que obriga o uso de cabo coaxial da mesma impedância, com boa quantia de malha, e antena (do gosto do freguês) com os mesmo 50 Ohms. Procure manter essa lógica. O mercado está abarrotado de opções, mas se prefere ter uma, de forma artesanal, se atente a esta questão.

As conexões elétricas devem ser decentes, sem emendas, e na menor distancia possível entre o transceptor/fonte DC. é incrível ver instalações onde os fios possuem mais de dois metros de comprimento, e no geral, enrolados para não ficarem "bagunçados". só o fato de estarem assim, geram um consumo desnecessário que muitas vezes não vai para o transceptor, e por consequência, aquecem os cabos, o que pode, em alguns casos, causar um curto-circuito por aquecimento e derretimento, além de exigir mais da fonte de alimentação.

Lembrem-se: polo positivo, CABO VERMELHO, polo negativo, PRETO. Fio flexível, de diâmetro a partir de 2 mm (ou mais, dependendo do que vai usar na estação).




EVITEM FORÇAR SEU TRANSCEPTOR A TER POTENCIA SUPERIOR A QUE VEM DE FÁBRICA

Esse é o melhor tópico, gosto de tocar nesse assunto, porque por mais que se avise, a teimosia vai sendo perpetuada ao longo dos anos...

Boa parte dos transceptores, de produção industrial, seguem um rigoroso procedimento de fabricação, o qual são verificados, potencia máxima emanada por ele, limites de tolerância d uso, dentre outros parâmetros.

Tais especificações, visam o melhor uso dele, em longo prazo. Mas mesmo assim, muitos usuários teimam em querer "tirar mais", estrangular o coitado até os seu limites de uso - e evidentemente - irá reduzir seu tempo de vida útil.

Vejo a quantidade de pessoas que fazem isso, e com o as maravilhas da Internet, mostrando procedimentos macabros de sacrifico de rádios, a coisa fica mais interessante ainda.

Melhor quando existem os videos do Youtube, onde pessoas mal intencionadas, mostram, através de instrumentos que eles mesmos nem sabem como funcionam, demonstram referências e escalas ao limite de operacionalidade que, para os leigos e que não entendem nada, acham o máximo.... E contratam esses serviços.

O resultado? Bem, vai de equipamentos totalmente adulterados, com qualidade de áudio péssima, sobreaquecimento desnecessário e por fim, a urgente necessidade de se enviar o transceptor para reparo imediato - quando já não estão danificados - em outro técnico mais qualificado. E por conta disso, mais dinheiro gasto, um valor pago para inobservância e ignorância de se acreditar, de que o que o "tecnico" anterior fez, foi lhe enganar, com videos de papo convincente, mas fraudulento.

Costumo dizer, "quer potência? Use um Amplificador Linear, se a sua Licença permitir..." "Quer ter uma transmissão com qualidade de áudio melhor? Use um pré-amplificador de áudio". Se fosse o contrário, é fato que os transceptores já viriam com seus POWER MODES, "TOP GUN MODULATOR's ", AUDIOMAX de fábrica, e não precisariam sofrer intervenções nas mãos de um malandro enganador. Ou simplesmente, viriam com sistemas de equalização de áudio de transmissão, ao invés do que alguns Radioamadores gostam de usar, mesas de som pra "dulcificar o áudio"- o efeito é muito legal, mas chega a ser patético, ou o sonho de ser Locutor de Broadcasting frustrado para todos ouvirem.. hi, hi.

Entretanto, são gostos (duvidosos) de cada um... O grande problema, é que esses cacarecos acessórios muitas vezes, acabam danificando o transceptor, e que acaba sendo a alegria dos técnicos profissionais - e dos picaretas também.




REVISE PERIODICAMENTE SEU SISTEMA IRRADIANTE.

Uma das etapas que mais sofrem com a deterioração, é sem dúvida, o conjunto antena/coaxial. como ficam expostas as variações do clima, serão elas que sofrerão o impacto principal. Manutenções periódicas das conexões, fixação da antena no mastro/torre, verificação da integridade do cabo coaxial e das soldas dos conectores, visam garantir a qualidade de todo o conjunto. 

Inevitavelmente, é aconselhável desconectar o cabo coaxial da linha irradiante do transceptor em caso de tempestades, ou simplesmente, quando não está em atividade, para evitar riso de descargas elétricas por raio, ou eletricidade estática. Não confie muito na questão de aterramento em caso de tempestades, raios escolhem condições ideais de condutividade terra/atmosfera ou vice-versa, e não porque sua estação possui um sistema eficaz de aterramento. O aterramento não funciona com 100% de eficácia nesses caso, então, não se arrisque tanto.

Ficam aqui essas dicas, apesar de serem até um certo ponto, inviáveis para alguns, mas lembrem-se que todo Hobby possui um Ônus (coerente) dentro das condições de cada um.


73 a todos!






terça-feira, 17 de janeiro de 2017

VÁLVULAS CERÂMICAS EM ASCENSÃO - É O FIM DAS TRADICIONAIS VÁLVULAS DE VIDRO?





A nova moda aqui na região, tem sido o uso de Amplificadores Lineares a Válvula Eletrônica pelos mais diversos segmentos de usuários - desde os tradicionais Radioamadores DXistas, até os operadores sem licença. Não é novidade para nós o uso deste acessório, afinal, é sempre bom para o hobbista ser ouvido nos quatro cantos, mas tal procura vem colocando os tradicionais amplificadores transistorizados para escanteio.

O motivo? Bem, os amplificadores lineares de potencia de RF à Válvula Eletrônica, ( ou Boosters, "Botinas", "secretárias", como são conhecidos popularmente no segmento) são velhos conhecidos, e proporcionam a amplificação de potência além do que o transceptor em si pode emitir. Sua aplicação é destinada a permitir que a estação possa ser "ouvida" mais distante, devido ao desempenho que proporciona - desde que o conjunto funcione harmoniosamente com o sistema irradiante. Isso, muitos aqui já sabem a respeito, assim como as restrições de uso, devido a Legislação vigente, e as consequências legais que seu uso deliberado possa ocasionar. A grande questão, no caso apresentado, é que os Amplificadores Valvulados levam uma grande vantagem sobre os transistorizados: Não emitem espúrios, não se "espalham" na frequência, possuem afinamento na modulação, não requerem grande área física de dissipação, não necessitam de uma fonte específica para sua alimentação (já que muitos possuem esse recurso em sua construção), não sofrem tanto com problemas de ROE alta, e sua calibragem é simples, mediante o ajuste de tensão da placa e da carga.

A "guerreira" 807


Entretanto, o que ainda faz delas um conceito de aceitação são inúmeros: Em sua grande maioria, são destinadas apenas para o uso fixo (pouquíssimos modelos existentes, podem ser empregadas em estações móveis), o mito de que "elas emitem altos níveis de Radiofrequência, causando danos à saúde do usuário, e principalmente, pelo custo da respectivas válvulas Eletrônicas, se comparadas ao custo de transistores de potência de RF. Isso, quando elas deixam de ser produzidas por empresas tradicionais do segmento, e que acabaram abrindo espaço para os chineses produzirem equivalentes, de eficácia duvidosa. Aliado a isso, a inexperiência do usuário, que muitas vezes, por falta de conhecimento, acaba usando o equipamento de forma incorreta, diminuindo a vida útil do componente. Além disso, o grande receio de tomar uma descarga elétrica - a popular "cipoada" - ao se manusear inadequadamente o equipamento, principalmente, estando sem as suas tampas de proteção.

A robusta GI-7B



Bem, no que tange a questão da escassez do componente tradicional de invólucro de vidro -  e quando existe, seu custo é relativamente alto, e o benefício é de médio retorno -  vem obrigando muitos usuários a procurar outras alternativas mais viáveis, e de custo justo, sem abrir mão da eficácia das Válvulas Eletrônicas: a adaptação de seus velhos amplificadores Lineares por válvulas Eletrônicas de Cerâmica.

Bem mais baratas e mais fáceis de se adquirir, em comparação as longevas Válvulas Eletrônicas de Vidro à Vácuo, vem sendo motivo de procura entre os aficionados, para modernização de seus Amplificadores Lineares. Mais eficientes e duráveis, devido a sua estrutura e construção, proporcionam uma relação custo x benefício mais justa. boa parte delas são de fabricação Russa,e de lotes antigos que foram colocados para venda atualmente, mas é possível encontrar esses componentes de outras nacionalidades - se bobear, até  encontra-las sendo fabricadas na China (que é sempre bom desconfiar de sua eficácia).

Uma das modificações mais conhecidas, são as efetuadas em Amplificadores MAC L 500, mas nada impede - com o conhecimento de "mão" que efetua a modificação -  seja efetuada em amplificadores menores., ou de outros fabricantes.
Na imagem acima, modificação efetuada em uma MAC-L 300, com uma GI-7B


Os resultados destas atualizações são muito bons, e raramente se ouve relatos de baixo rendimento da transformação - o que acaba gerando uma grande procura por profissionais ou hobbistas que dispõem de seu conhecimento para tal procedimento.

 Mas calma, não é tão simples assim... Antes que você saia feito um maluco atrás desta alternativa de atualização de seu amplificador linear, deixo aqui algumas dicas, para servir de orientação:

  • Procure um técnico capacitado para efetuar essa atualização - Às vezes nos deparamos com algum profissional que "conhece" um pouco da "arte" mas não domina totalmente. Procure referencias, e verifique as impressões do serviço que executa. Ele pode até fazer um procedimento que funcione, mas que o resultado final, cria dentro de seu equipamento um verdadeiro ninho de Sabiá, que pode ser perigoso, pois ali passa Alta Tensão e Alta Corrente. sua integridade física em primeiro lugar. Mesmo assim, ainda há pouca oferta de profissionais em evidência no mercado, mas a tendência é que o segmento se aqueça. Pesquise.
  • Verifique se seu equipamento pode possibilitar essa atualização - Não adianta esperar um "milagre", levando um singelo amplificador Linear que lhe proporcione 100W, e ter de volta um que emita 500W, dentro de um gabinete e construção do tamanho de uma caixa de sapatos... Espaço é um dos requisitos que se aplicam à Física, e muitas vezes, um pequeno espaço impede de haja circulação de ar, e dissipação do calor. É sempre bom manter o bom-senso à realidade, e na maioria dos casos, o projeto requer uma alocação maior. Existem relatos de projetos de atualização das conhecidas MAC-L120 com pequenas válvulas cerâmicas, e poucas modificações, que "podem proporcionar" potências de - até - 120W PEP, mas ainda não estão disponíveis, tampouco divulgadas/apresentadas, pois ainda carecemos de profissionais com conhecimento total no assunto, mas que caso comecem a aparecer, respeitam as condições originais do equipamento, sem maiores "gambiarras".
  • Avalie o custo da atualização - Bom, isso vai do conceito em verificar até onde o interessado pretende gastar nessa empreitada. Modificações requerem avaliação do equipamento, estado geral de funcionamento, limites devidos às dimensões, custos com componentes, além, lógico, das horas técnicas que o profissional escolhido irá gastar para efetuar a atualização. Em poucos casos, você pode encontrar um amplificador Linear já atualizado a venda, com um custo bem menos que o que pretende gastar em atualizar o seu. Mas, é sempre bom verificar a integridade do equipamento, se está em boas condições de uso, e nesse caso, não basta só confiar na palavra do vendedor, é necessário avaliar bem o investimento. Mas, sabemos também que a ansiedade em se obter o resultado esperado, é uma característica de alguns aficionados de nosso Hobby... E a paciência é uma dádiva. 
  • Não se esqueça da LEGISLAÇÃO - É fato que muitos sabem, da importância em se operar dentro das regras previstas em Lei. Tanto para Radioamadores, quanto para operadores do Serviço de Rádio do Cidadão, existem seus limites permitidos de emissão. Mas, como não estou aqui para passar sermão em ninguém, pois todos possuem o Livre arbítrio de fazer o que achar ser certo, sejam coerentes em suas escolhas, e não queiram se tornar meros "chatos do QRO" - isso acaba com Rodadas, e a reputação pode, diante dos comportamentos, levá-lo ao ostracismo, ou rótulos indesejados. é sempre bom avisar.
  • Amplificadores fazem a diferença, mas não fazem milagres - De nada adianta você fazer uma atualização ou aquisição de um amplificador Linear, e deixar o sistema irradiante em segundo plano, ou simplesmente, não se atentar em verificar os níveis de tolerância deste. Atente-se a esse detalhe, para não danificar todo o sistema, e culpar o responsável pela atualização por sua negligência e avareza. Pode até ser que funcione a médio prazo, mas não vale a pena se arriscar, a não ser que seja um abastado de familia - lembre-se, é um Hobby caro!
E as válvulas Eletrônicas que conhecemos? Irão sumir?

Isso é relativo... Como mencionei, são poucas as opções, e grandes empresas que as fabricam ainda, é provável que o estoque mundial ainda atenda por mais uns cinco, dez anos em média... Não irão desaparecer por completo, mas a oferta tende a diminuir.




Existem aos montes, na Internet, esquemas de modificações para os mais variados modelos de Amplificadores Lineares, o que reforça a tese da substituição gradativa, das clássicas válvulas a vácuo com envólucro de vidro.

OK? Tudo certo?

Então, 73 a todos!




segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

LANÇADO AO ESPAÇO O TANCREDO-1, SATÉLITE CRIADO POR ESTUDANTES BRASILEIROS





Buenas!


Foi colocado em órbita hoje (16/01/2017) da Estação Espacial Internacional (ISS) o pico satélite Tancredo-1 (UbatubaSat), que fora levado por um foguete japonês, no fim do ano passado. A novidade deste satélite, é que foi desenvolvido por estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Tancredo de Almeida Neves, localizada em Ubatuba, litoral de são Paulo.

O procedimento foi acompanhado pelos estudantes em um auditório do IMPE, localizado em São José dos Campos/SP, ao vivo, e foi rápido e sem problemas.


O satélite começou a ser produzido seis anos atrás nesta escola, e faz parte da categoria de satélites de até 1 Quilo, e teve um custo de cerca de R$12 Mil. O custo de lançamento, mais salgado, teve o custo de aproximadamente, R$300,00 - custeados pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

O pequeno satélite construído pelos estudantes, possui duas funções distintas: Um,a delas, é analisar fenômenos que ocorrem no espaço que podem influenciar em equipamentos que usamos aqui na Terra - como por, exemplo, a Geolocalização por satélite (GPS).A outra função, é enviar uma mensagem de voz aqui para nós. É possível monitorar essa transmissão através do transceptor instalado no equipamento, na frequência de 437.200 MHz (UHF). A mensagem foi escolhida por concurso na própria escola entre os estudantes.




SOBRE O SATÉLITE


Tancredo-1 é um picossatélite brasileiro, ele é um TubeSat que foi desenvolvido pelos alunos da escola municipal Tancredo Almeida Neves, em Ubatuba (SP) com apoio na plataforma Picosat feita pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), adaptação e integração ao lançamento provido pelo TuPOD  da empresa italiana GAUSS Srl e da Agência Espacial Brasileira (AEB).




SOBRE O PROJETO

A ideia foi do professor de matemática Cândido Oswaldo de Moura, inspirado em uma reportagem sobre os "TubeSats", kits para construir “satélites pessoais” desenvolvidos pela empresa Interorbital Systems, nos Estados Unidos. Para colocar o projeto em prática, o educador entrou em contato com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), onde, mais tarde, foi acompanhado de outros professores para receber treinamento e poder supervisionar os alunos. O material para a construção do satélite foi pago por comerciantes da cidade de Ubatuba e seu lançamento obtido mediante apoio da AEB. O satélite recebeu o nome de “Tancredo-1”, em homenagem a escola.

AS CARACTERÍSTICAS

O picosatélite tem aproximadamente 13 centímetros e tem uma massa de 570 gramas. O equipamento tem em sua estrutura cinco placas. Células fotovoltaicas que envolvem o cilindro são responsáveis pela geração de energia para alimentar os componentes do Tancredo-1. 
Existe ainda um espaço dentro do satélite que pode ser usado para pequenos experimentos científicos no espaço, no caso do Tancredo-1 duas cargas úteis são utilizadas: um gravador de voz para rádio-amadores, carga útil educacional e uma Sonda de Langmuir simplificada para estudos na formação de bolhas de plasma na Ionosfera, carga útil científica do grupo de Ionosfera do INPE.
 A plataforma tubesat passou por total reengenharia como fruto do trabalho de Mestrado em Engenharia de Sistemas Espaciais do Eng. Auro Tikami do INPE sobre orientação de Walter Abrahão dos Santos - INPE .
Os quase 100 alunos que participam do projeto ficam encarregadas da soldagem de peças e montagem de circuitos elétricos. O experimento depois de ser lançado ao espaço ele deverá ficar alguns meses em órbita, girando em torno da Terra a uma altitude de 310 quilômetros, assim, não corre o risco de virar lixo espacial.
 Entretanto, o satélite vai ser atraído aos poucos pela gravidade da Terra, onde deve ,infelizmente, queimar-se na Atmosfera Terrestre.


quinta-feira, 10 de novembro de 2016

DIVULGADAS AS PRIMEIRAS IMAGENS DO NOVO PRESIDENT MCKINLEY







Buenas!

Meio que de forma discreta, a empresa President vai, aos poucos, divulgando imagens do novo transceptor President Mckinley





Da mesma forma, já está se iniciando a Pré-venda do transceptor, através de vendedores do Ebay, por exemplo.

A título de estimativa, os valores de pré-aquisição se iniciam a partir de R$ 1.100,00 - valores estes, convertidos para o Real, incluido as taxas de frete (não está incluso, entretanto, os valores de Aduana)

Neste video, uma breve demonstração de um exemplar em funcionamento.




Previsão de lançamento? Bem, até onde se especula, a partir da segunda quinzena de Dezembro de 2016 - ou seja, Papai Noel vai ter que trabalhar, e muito!


Assim que o titio aqui estiver tranquilo, traremos um exemplar para impressões.

73 a todos!


sábado, 24 de setembro de 2016

POR QUE DEVEMOS PARAR DE USAR O ESTABILIZADOR?






Por Eduardo Barbian


Você usa seu computador ligado à aquele famoso aparelhinho que volta e meia da um “tlec”? Sim, estamos falando do estabilizador. Pois saiba que você está colocando em risco seu computador, e utiliza um aparelho que na verdade pode prejudicar seu PC.


Durante muito tempo, possuir um estabilizador era sinônimo de proteção para os componentes que nele estavam ligados, mas hoje esse conceito é considerado falso, e para provar isto, foram necessários apenas alguns testes e condições específicas, além unir um pouco de conhecimento sobre elétrica e um bocado de curiosidade.


 A tensão disponível nas tomadas de sua casa é de 220 Volts ou 115 Volts dependendo de onde você mora, e é do tipo alternada com frequência de 60 Hz, ou seja, varia de 220V ou 115V a -220V ou -115V cerca de 60 vezes por segundo. Por ser alternada, a onda da rede elétrica é do tipo Senoidal e em quase 100% do tempo, apresenta diversos tipos de interferências. Veja algumas delas:



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Funcionamento do Estabilizador


Para entender como um estabilizador pode ser prejudicial, é necessário primeiro saber como ele funciona e a forma com que ele tenta proteger os equipamentos nele ligados. 

Um estabilizador consiste basicamente de um transformador com diversas saídas que fornecem diferentes níveis de tensão, além de uma chave seletora chamada relé, responsável por escolher qual saída do transformador se aproxima mais da tensão nominal de funcionamento dos equipamentos, como 115 Volts AC por exemplo.




Para entender como um estabilizador pode ser prejudicial, é necessário primeiro saber como ele funciona e a forma com que ele tenta proteger os equipamentos nele ligados.

Um estabilizador consiste basicamente de um transformador com diversas saídas que fornecem diferentes níveis de tensão, além de uma chave seletora chamada relé, responsável por escolher qual saída do transformador se aproxima mais da tensão nominal de funcionamento dos equipamentos, como 115 Volts AC por exemplo.

 Para fazer a seleção da melhor saída do transformador, a chave sai da posição 1 e, após um curto intervalo de tempo faz o contato com a posição 2. Isso ocorre porque caso haja uma troca imediata de posição, um curto circuito se formará na saída do transformador, devido à sobreposição de tensão. É esta troca de posição do relé que gera o famoso ruído sonoro “Tlec” do estabilizador. Você também pode perceber que "estabilizador" é uma nominação errada da função que o equipamento realmente desempenha, quando na verdade deveria se chamar "seletor de tensão".


 Agora que já conhecemos o princípio de funcionamento do estabilizador, vamos ver seus efeitos sobre o computador.


 Alta corrente para a fonte no momento da seleção de tensão



O relé ao fazer a alteração da posição para ajustar a tensão de saída, leva um curto, porém existente, intervalo de tempo para completar a mudança. Ocorre que a fonte do computador é desalimentada durante esse intervalo de tempo, e é ai que encontramos o primeiro problema.

Por menor que seja esse intervalo, os capacitores da fonte, que são pequenos componentes eletrônicos capazes de armazenar energia em forma de campo elétrico, começam a descarregar essa energia acumulada para manter o computador alimentado, e caso o intervalo seja muito longo, o computador poderá desligar-se por falta de energia. 

Entretanto o tempo de comutação do relé não é suficientemente longo para que o nível de tensão dos capacitores chegue a valores tão baixos e desativem seu computador. 


Veja o que ocorre com a tensão durante uma seleção típica do estabilizador:




Como dito anteriormente, a rede elétrica no Brasil possui frequência de 60 Hz, ou seja, ela alterna de 220V a -220V (tensão eficaz) sessenta vezes por segundo, por exemplo. Como é possível ver na imagem, há uma ausência de tensão em aproximadamente meio ciclo da senóide da rede elétrica, o que equivale a algo em torno de 8,3 ms (milissegundos, o mesmo que 0,0083 segundos).

 Se procurar pelas especificações de uma fonte de computador você verá que ela é designada para suportar algo em torno de 17 ms segurando seu computador. Ou seja, durante a seleção de tensão do estabilizador os capacitores serão descarregados por 8,3 milissegundos aproximadamente, e ficarão quase ao ponto de desarmar seu computador.




Por enquanto tudo ocorre dentro do normal, o estabilizador escolhe a melhor tensão e os capacitores mantém a alimentação durante esse tempo. Mas é ai que encontramos o problema.

 Quando você liga o computador, a fonte tem um início muito estressante, pois seus capacitores estão completamente descarregados. A corrente de carga dos capacitores eletrolíticos é chamada de “Inrush Current”, ou corrente de partida. As fontes possuem obrigatoriamente um componente chamado termístor, responsável por limitar essa corrente de carga dos capacitores.

 Um termístor é basicamente um componente resistivo que possui sua resistência variável de acordo com sua temperatura. O utilizado em fontes é do tipo NTC (coeficiente de temperatura negativa), quanto maior a temperatura, menor sua resistência. Os termístores das fontes possuem uma resistência de 10 a 20 ohms em temperatura ambiente, diminuindo para 1 ohm quando aquecido.

 Ao ligar o computador, o termístor está em temperatura ambiente e dessa forma, funciona como um resistor comum de 10 ou 20 ohms limitando a corrente de carga dos capacitores. Quando a corrente passa pelo termístor ele se aquece e começa a diminuir sua resistência até o mínimo possível, e durante o funcionamento normal da fonte ele não passa de um resistor de 1 ohm que nada atrapalha a fonte.

 Ocorre que o termístor leva algo em torno de 1 minuto para se resfriar e voltar a ter sua resistência de origem. Você já deve ter ouvido que ao desligar um aparelho eletroeletrônico deve-se esperar um tempo para novamente ligá-lo. Esse tempo se deve justamente ao resfriamento do termístor, para que ele possa novamente cumprir sua função no religamento do equipamento.

 Uma fonte possui um “Inrush Current” típico em torno de 80 ampéres, conforme especificação encontrada na própria fonte ou no site do fabricante:


A fonte consultada possui um Inrush Current de 80 A no máximo, isso significa que os capacitores podem aguentar no máximo a essa corrente.

 Como o termístor ainda está quente, sua resistência será baixa e ele não conseguirá limitar essa corrente para os capacitores, ou seja, temos uma grande quantidade de energia indo diretamente para os componentes.


Voltando ao estabilizador, quando ele faz a seleção da tensão, os capacitores começam o processo de descarga, mas não completamente, o que é bom. Mas há outro ponto, o termístor que leva 1 minuto para se resfriar terá somente 8 milissegundos para isso, o que não adiantará nada e sua resistência ainda será quase nula. Resultado: a alta corrente na entrada diretamente para os componentes da fonte assim que o seletor chegar na posição 2.

 Você pode perceber que as fontes em equipamentos como TVs, videogames, rádios, não queimam tão facilmente, e por acaso elas usam estabilizadores?

 Esse é o primeiro dano: a cada seleção de tensão feita pelo estabilizador, alta corrente entra direto nos componentes da fonte.

 Surtos de tensão gerados pelo estabilizador

 Como visto anteriormente, a cada “tlec” do estabilizador os capacitores da fonte começam um processo de descarga e então recebem carga novamente com uma corrente muito alta, porque a tensão deles já está baixa e o termístor que tem a função de limitar essa grande quantidade inicial de corrente ainda está quente e consequentemente sua resistência será baixa para limitar esta ação.

 Para entender o próximo problema, é necessário resgatar um pouco do conhecimento adquirido no ensino médio, mais especificamente em Física, em um item chamado FCEM, ou Força Contra Eletromotriz.

 Como o próprio nome sugere, Força Contra Eletromotriz é basicamente uma energia induzida que se opõe ao sentido da corrente aplicada por um gerador (uma pilha, por exemplo). Quando aplicado uma corrente sobre uma bobina, como um indutor ou um motor, um campo magnético é gerado, e esse campo magnético gera na mesma bobina uma corrente induzida de polaridade inversa.

 Vamos à parte importante. Segundo a lei de Lenz, uma corrente é gerada oposta à fonte quando a corrente aplicada pelo gerador sobre o indutor é cortada e o campo magnético se desfaz, e segundo a lei de Faraday, quando o campo magnético “some” rapidamente, são gerados surtos altíssimos de tensão no sentido inverso.

 Para ter uma ideia, a faísca gerada na ponta da vela de um automóvel é resultado da abertura do indutor (bobina), o que faz com que a corrente seja cortada e então, surtos de tensão de ordem de 15 a 30 MIL Volts são gerados, a partir dos 12 Volts da bateria do automóvel.

 Ou seja, para gerar surtos de tensão basta possuir corrente, um indutor e a abertura do circuito.

 E então voltamos para o estabilizador com as seguintes questões:

  •  Um indutor é uma bobina de fio enrolada, assim como o transformador do estabilizador? 
  • Abertura do circuito não é a seleção da tensão feita pela chave? 
Pronto, tem-se um completo e funcional gerador de surtos chamado estabilizador. 

Para se ter uma ideia do tamanho do surto gerado por um estabilizador, veja a imagem no osciloscópio abaixo:






Como é possível ver, após o surto, o valor de pico da tensão é um pouco mais baixo, pois o estabilizador tentou reduzir mais ou menos 6 Volts na saída. Referente ao surto, você pode perceber o pico sobreposto ao semiciclo negativo da rede elétrica, foi o surto gerado pelo estabilizador.

 Se a rede elétrica for de 220V eficazes, temos (220 * Raiz de 2) = 311 V referente ao valor de pico da rede elétrica. Assim fica fácil ver o tamanho do surto gerado, chegando a quase 622 Volts, que é o valor de pico a pico da rede. Deste modo, se somarmos o surto de aproximadamente 622 Volts com os 311 Volts da rede elétrica, temos uma tensão total que daria perto dos 1000 Volts, e tudo isso indo direto para sua fonte do computador segurar, se nem sequer um fusível na frente.

Esse é o segundo dano causado pelo estabilizador: surtos de tensão gerados pelo estabilizador na hora da seleção da melhor tensão, tudo isso indo direto para seu computador. 



TRABALHO EM DOBRO



 Sabe-se que o tempo necessário para que um estabilizador tentar corrigir a instabilidade da tensão fica em torno de 30 a 50 milissegundos. Confira a especificação de um estabilizador comum:


Como é possível ver na imagem acima, o tempo de resposta para correção é menor que 6 semiciclos da rede elétrica. Como já foi explicada anteriormente, a rede elétrica no Brasil possui frequência de 60 ciclos por segundo. 1 ciclo leva algo em torno de 0,01666 segundos, 6 semiciclos é o mesmo que 3 ciclos e tem um tempo total de aproximadamente 0,05 segundos (50 milissegundos).

 Ou seja, 50 milissegundos é tempo máximo que o estabilizador leva para detectar a alteração (ou instabilidade) na entrada e corrigir a tensão.

Uma fonte de computador é capaz de trabalhar a uma frequência de 50 KHz, ou seja, um ciclo da fonte dura somente 0,00002 segundos, ou 20 microssegundos. Uma fonte consegue ser tão mais rápida porque ao invés de relés que realizam a seleção da tensão através de um movimento mecânico, elas possuem um componente eletrônico chamado transistor, que não possue movimento mecânico, funcionando como uma chave que libera ou não a passagem de corrente. Isso significa que sua fonte, seja genérica ou top de linha, será capaz de fazer a correção da tensão em apenas 20 microssegundos.

Quando uma instabilidade na rede elétrica ocorrer, a fonte corrigirá em apenas 20 microssegundos, e somente após outros 2500 tempos iguais a estes 20 microssegundos, chegando a 50 milissegundos, o estabilizador tentará ajustar a tensão, colocando mais 6 ou menos 6 volts na saída.

Depois de o estabilizador ajustar estes 6 volts extras, a fonte que já havia feito uma correção, detecta a nova variação da tensão causada pelo estabilizador e em outros 20 microssegundos reajusta a tensão novamente e tudo volta a funcionar normalmente.

Se a fonte estivesse trabalhando sozinha, significa que teria somente de ajustar a tensão uma única vez, porém com o estabilizador ela terá de trabalhar em dobro.

E esse é o terceiro dano: o dobro de trabalho da fonte em seu computador, sem necessidade.


LIMITE DE ENERGIA E AQUECIMENTO


Este talvez seja o maior e prejudicial problema do uso do estabilizador. A grande maioria dos estabilizadores vendidos por ai são de 300 VA, que é a capacidade máxima de energia que ele poderá entregar para um computador, por exemplo. Um computador comum com uma fonte de baixa eficiência energética provavelmente consumirá algo em torno de 200 a 250 Watts de potência, isso sem falar em computadores com maior desempenho que consomem 500 Watts ou até mais. Esse computador sozinho já atingirá, e até mesmo passará, do limite dos 300 VA.




O consumidor em geral, utiliza o estabilizador para tudo em se tratando de informática: monitor, impressora, caixinhas de som e outras coisas, chegando a consumir mais que 600 VA.

No pior dos casos, com todo esse consumo extra, o estabilizador começará a esquentar muito, e não será difícil, muito menos uma surpresa, ele pegar fogo, podendo causar um incêndio em tudo que está próximo.

Porém o que acontece na grande maioria das vezes é que o estabilizador simplesmente não entregará energia suficiente para alimentar o computador, por isso quando você estiver utilizando o computador e ele travar ou até mesmo reiniciar, o culpado pode ser o estabilizador.


É VOCÊ QUEM DECIDE!



Poderíamos colocar aqui inúmeros outros problemas causados pelo uso do estabilizador, mas estes quatro apresentados já são suficientes para perceber o motivo pelo qual nem mesmo as fabricantes de computadores e equipamentos eletroeletrônicos recomendam o uso do estabilizador. 

Esperamos que tenham ficado claro os motivos pelos quais não é recomendado o uso de um estabilizador, principalmente ao abordar pontos técnicos do funcionamento dos sistemas, deixando de lado o senso comum dos famosos “técnicos” em informática. 

Eu particularmente nunca utilizei um estabilizador e até hoje nunca tive problemas com fontes defeituosas, mesmo com as genéricas de 20 reais vendidas nas lojas de informática, mas a decisão de usar ou não o estabilizador é sua, e caso não concordar com os aspectos abordados neste artigo, você é livre para fazer o que desejar. 

A dica é utilizar um bom filtro de linha, de preferência buscando marcas como Upsai, Clamper, APC. Cuidado com aquelas réguas de 20 reais, elas não passam de um multiplicador de saídas e nada tem a oferecer para a segurança do computador. A CLONE é uma alternativa barata e possui dois modelos com boa proteção e não são caros, o F8 PLUS 1087 e o F6 PLUS 1085. 

Existem ainda opções como No-breaks e Protetores Eletrônicos para garantir a saúde do seu computador. Se for escolher um no-break, procure por modelos do tipo Online e que forneçam um tipo de onda senoidal de energia. Modelos Offline ou que forneçam um tipo de onda triangular ou quadrada são nocivos ao computador. Quanto ao protetor eletrônico, ele é uma evolução do estabilizador e é capaz de fornecer uma real e eficaz proteção para seu computador. Em ambos os caso dê preferência para marcas conceituadas e tenha certeza que ele fornecerá energia suficiente para alimentar com folga seu computador.

Lembre-se, como o uso do estabilizador não é restrito ao computador, caso você o tenha ligado a qualquer outro equipamento, o recomendado é removê-lo também, pois assim como o computador, demais equipamentos eletroeletrônicos também possuem uma fonte interna com o mesmo princípio de funcionamento da fonte do computador, e o estabilizador também pode danificá-lo.


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